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Governo do Amazonas amplia municípios prioritários no combate ao desmatamento e às queimadas

Workshop da Operação Tamoiotatá discutiu, durante dois dias, melhorias para atuação contra crimes ambientais este ano...

05/02/2026 às 20h26
Por: Redação Fonte: Agência Amazonas
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Foto: Reprodução/Agência Amazonas
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Workshop da Operação Tamoiotatá discutiu, durante dois dias, melhorias para atuação contra crimes ambientais este ano

Foto: Reprodução/Agência Amazonas
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Fotos: Divulgação/Sema e Antônio Lima/Secom

O último dia do Workshop de Avaliação da Operação Tamoiotatá, realizado nesta quinta-feira (05/02), consolidou avanços estratégicos para o fortalecimento das ações de combate ao desmatamento e às queimadas ilegais no Amazonas. Durante o encontro, foi anunciada a ampliação do número de municípios prioritários atendidos pela força-tarefa, que passa de nove para 12, a partir de 2026.

Agora, além de Lábrea, Boca do Acre, Apuí, Manicoré, Novo Aripuanã, Humaitá, Canutama, Tapauá e Maués, a operação aumentou a área de abrangência para as cidades de Itapiranga, Autazes e a capital, Manaus.

A ampliação está alinhada à atualização do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas no Amazonas (PPCDQ-AM), que vai orientar as ações no período de 2026 a 2028. O documento é coordenado pela Casa Civil e elaborado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

De acordo com o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira, a inclusão dos novos municípios, incluindo a capital, reflete a necessidade de ampliar o olhar da política ambiental para além dos indicadores tradicionais. “Até então, os critérios de priorização consideravam principalmente os índices de desmatamento e queimadas. Com a atualização do PPCDQ-AM, passamos a incorporar também os dados de degradação florestal, o que exige uma atuação preventiva e integrada nos municípios que vêm apresentando esse tipo de pressão ambiental”, destacou.

Foto: Reprodução/Agência Amazonas
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Fotos: Divulgação/Sema e Antônio Lima/Secom

Frota e efetivo ampliados

Durante o segundo dia do Workshop, também foram apresentados avanços estruturais que ampliaram a capacidade operacional da Tamoiotatá em campo. Um dos principais pontos destacados foi o reforço da logística das equipes.

No final de 2025, por meio do programa Floresta em Pé, foi firmado um contrato de locação de viaturas, permitindo a atuação simultânea de 13 picapes nas duas últimas fases da operação. A ampliação da frota possibilitou a expansão das frentes de trabalho e o fortalecimento da presença do Estado nas áreas prioritárias.

Com o novo cenário logístico, a Operação Tamoiotatá conseguiu duplicar o efetivo em campo, passando de aproximadamente 25 para 48 profissionais, ampliando a capacidade de resposta às ocorrências e o monitoramento territorial, segundo afirma o chefe do Departamento de Planejamento Integrado da Secretaria Executiva Adjunta de Planejamento e Gestão Integrada de Segurança (Seagi), tenente-coronel Talisson Botelho.

“A gente vai conseguir esse ano ter as duas equipes no terreno, ocupando duas bases ao mesmo tempo, ou seja, partindo de dois municípios-sede para atender onde a viatura alcançar. E, além disso, teremos duas guarnições da Polícia Militar em cada uma das equipes, de forma a fortalecer a segurança no terreno”, explicou.

Foto: Reprodução/Agência Amazonas
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Fotos: Divulgação/Sema e Antônio Lima/Secom

Mais tecnologia

Outro avanço debatido foi o fortalecimento da comunicação das equipes nas áreas remotas. Para garantir conectividade e segurança operacional, a Sema realizou a aquisição de quatro unidades de internet via satélite Starlink, sendo uma instalada na base fixa e as outras embarcadas nas viaturas.

Além disso, foram adquiridos pacotes de dados para os dispositivos de comunicação SPOT X e SPOT Gen4, que já eram utilizados pelas equipes, mas sem cobertura de dados ativa.

Novos parceiros

A integração interinstitucional da Operação Tamoiotatá também foi ampliada. A partir de 2026, o Departamento de Perícia Técnica Ambiental da Polícia Civil do Amazonas passa a integrar oficialmente a força-tarefa, atuando tanto de forma presencial em campo quanto por meio de análises técnicas remotas, quando necessário, contribuindo para a agilidade e a qualificação das ações de fiscalização.

No enfrentamento às queimadas, também destaca-se a implantação de duas bases do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, nos municípios de Apuí e Boca do Acre, por meio do programa Floresta em Pé. A iniciativa incluiu a entrega de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e a contratação de brigadistas florestais, fortalecendo a estrutura de prevenção e resposta aos focos de calor.

Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas

Fotos: Divulgação/Sema e Antônio Lima/Secom

Sobre a Operação

A Tamoiotatá é a maior força-tarefa contínua do Governo do Amazonas na repressão de desmatamento, queimadas e degradação florestal. Realizada anualmente desde 2021, a ação integra as forças ambientais e de segurança pública do Estado, com atuação da Sema, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), da Seagi, e do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).

Também integram a Polícia Militar do Amazonas, por meio do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb), da Polícia Civil do Amazonas, por meio da Delegacia Especializada em Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema) e do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM).

A ação conta, ainda, com a Defesa Civil do Estado, além do apoio do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) e de outros órgãos federais parceiros, que atuam de forma complementar nas ações de monitoramento, inteligência e repressão.

Programa Floresta em Pé

A Operação Tamoiotatá conta com recursos do Programa Floresta em Pé, fruto de cooperação financeira entre os governos da Alemanha e do Brasil, por meio do KfW Banco de Desenvolvimento, tendo a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) como agência implementadora. Ao todo, mais de R$ 33 milhões estão sendo investidos em ações de comando e controle no Amazonas, por meio da iniciativa.

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